Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Problemas sociodemográficos - Ficha de trabalho - 10º Ano

Mäyjo, 10.12.08

Esta é uma ficha que eu tinha preparada para fazermos na aula mas que não cheguei a utilizar. Fica aqui disponível para quem quiser poder trabalhar.

 

__________________________________________

 

 

Ficha de trabalho
Problemas sociodemográficos
 
Algumas das principais contagens da população portuguesa foram em:
1527 — Numeramento ou Cadastro Geral do Reino, de D. João II
1732 — Lista dos Fogos e Almas que Há nas Terras de Portugal, de D. João V (Censo do Marquês de Abrantes)
1798 — Numeramento de Pina Manique, de D. Maria I
1801 — Recenseamento Geral do Reino, de D. João VI (Censo do Conde de Linhares)
1864 — 1º Recenseamento Geral da População (segundo as orientações do Congresso Internacional de Estatística, em Bruxelas)
1970 — 1º Recenseamento Geral da Habitação.
 
1 - Refere a finalidade dos recenseamentos.
 
 
Esperança de vida não para de aumentar
            Ao nascer, em 1930, Manuel L. tinha uma esperança de vida de 47 anos e Maria, que nasceu na mesma altura, de 51. É a história desses dois indivíduos que a socióloga Maria João Valente Rosa utilizou para nos mostrar o acréscimo de vida de que os portugueses têm vindo sucessivamente a beneficiar.
            «O tempo passou. Em 1970, tinham ambos 40 anos. Deviam estar a aproximar-se do fim da vida. Mas, nesse ano de 70, aquele homem e aquela mulher encontraram-se com uma esperança de vida de 32 e 36 anos, respectivamente. Tinham-se passado 40 anos e tinham à sua frente quase outro tanto!»
            Vinte anos depois, o Manuel e a Maria, aos 60 anos, têm ainda para viver ele 17 e ela 21 anos. «O José chegou a avô e, se calhar, vai chegar a bisavô. A Maria chegou a bisavó e, se calhar, a trisavó!», sublinhou a socióloga.
            «As famílias aumentaram na vertical e encolheram na horizontal, O número de gerações está a subir. Depois do baby-boom, assistimos ao papy-boom», afirma.
            No percurso «destas duas criaturas», diz pitorescamente, «verificaram-se mudanças incríveis. A vida estava sempre a dilatar-se à sua frente. Actualmente, estamos já a contar com uma esperança de vida mais elevada. Mas nem o Manuel nem a Maria se prepararam para este acréscimo de vida, porque as mudanças têm sido muito rápidas. As gerações hoje com 30/40 anos sabem com o que vão contar. Sabem que vão ter que investir em pleno em duas carreiras; que vão ter netos e bisnetos e viver uma parte da sua vida num espaço que tem de ser adequado ao processo de senescência. Isto preocupa-me, porque mesmo em termos de trabalho se continua a pensar como se a situação fosse outra. A ideia do trabalho para toda a vida, tal como do casamento, acabou», diz. Para sublinhar: «As mentalidades demoram a mudar. Pergunto: que é que tem de ser feito para preparar esta nova realidade? Os manuais escolares foram modificados em relação às imagens do casal. Aí houve uma mudança clara. Em relação às idades, há poucos reflexos de mudança. As pessoas mais velhas aparecem na qualidade de avós. Os sinais que as referenciam não vêm associados a mais nada de positivo, para além da família. Como se tivesse acabado o seu desempenho social. Serão as novas gerações que estão a entrar agora para a escola que nos vão ditar algumas regras.»
 
1 - Define esperança média de vida.
2 - Identifica o sexo dos indivíduos (feminino ou masculino) que têm a esperança média de vida mais elevada.
3 - Refere a relação existente entre os valores da esperança média de vida e os valores da taxa de mortalidade.
4 - Aponta os reflexos desta situação na sociedade portuguesa.
5 - Comenta a frase sublinhada.
 
 
Mães adiadas
            Confrontadas com a situação que as coloca entre as perspectivas de uma boa carreira profissional e o desejo de constituírem família, um número crescente de mulheres está a adiar a decisão de ter filhos ou a abdicar da maternidade. Algumas fazem-no por opção consciente e outras por dificuldades económicas, mas a principal causa surge da incompatibilidade real entre a condição de mãe e o sucesso no emprego.
JN, 12/8/95
 
O custo de um filho...
            Inclui as despesas indispensáveis à satisfação das suas necessidades, os custos de oportunidade do tempo que a mãe lhe dedica e os acréscimos de responsabilidade do agregado familiar, bem como a perda de liberdade do mesmo. Trata-se de um custo muito baixo nas sociedades tradicionais, em que não é a existência de mais um filho que vai exigir uma casa maior, escassos são os cuidados médicos e a educação, e mínimas se revelam as necessidades alimentares e de vestuário. Acresce ainda que a mãe é geralmente inculta e não atribui qualquer valor ao seu tempo.
            Contudo, à medida que o rendimento familiar aumenta, as crianças recebem mais alimentos e vestuário do que o mínimo indispensável, melhoram os cuidados médicos e a habitação, e os encargos, cada vez mais pesados, com a educação tomam-se indispensáveis.
Meadows, Os Limites do Crescimento
 

Aposta na maternidade       
             O Governo quer aumentar o período de concessão dos subsídios de maternidade e paternidade a partir do segundo filho e com um acréscimo adicional a partir do terceiro. Trata-se de uma medida de incentivo à natalidade, apresentada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, aos parceiros sociais, no âmbito da reforma da segurança social. Ao Destak, o presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, Fernando Castro, disse acreditar que esta é «uma medida que aposta na família», acrescentando, no entanto, que «actualmente existe uma fiscalidade contra a natalidade». Segundo o jornal Público, o executivo também anunciou a «concretização efectiva de partilha do tempo de licença entre os dois progenitores, de forma a acentuar a igualdade na assunção deresponsabilidades familiares».
 

 
1 – Comenta os textos anteriores, referindo as consequências para a sociedade portuguesa.
Menos 3 mil nascimentos em 2007
A taxa de natalidade continuou a diminuir em 2007 em Portugal, com uma redução de 3000 nascimentos relativamente a 2006. A mortalidade infantil teve um ligeiro aumento. “Em 2007 manteve-se a tendência decrescente da taxa de natalidade, com uma redução de cerca de 3000 nados vivos em relação a 2006” refere um documento da Direcção Geral da Saúde.
A taxa de mortalidade perinatal (fetos com mais de 28 semanas e nados vivos com menos de sete dias) passou de 4,8 mortes em mil casos em 2006 para 4,5 no ano passado. Excepções são o Alentejo e os Açores. Apesar de desdramatizar estes números, a DGS recomenda uma análise cuidadosa nestas regiões.
Em relação à mortalidade infantil (bebés até um ano de idade) registou-se uma subida muito ligeira relativamente a 2006: o valor subiu de 3,3 mortes por mil nascimentos para 3,4. Este ligeiro aumento só não se registou no Algarve e Açores. Bragança, Portalegre, Viana do Castelo, Guarda e Viseu são os distritos com a taxa mais elevada.
CM 22/07/08
 
1 – Menciona os diferentes factos / dados que o texto apresenta.
2 – Procura justificar esses mesmos dados.
3 – Cometa o texto atendendo às consequências para a sociedade portuguesa.
 
 
 
 
Tema para debate:
• Por que é que as famílias são cada vez mais pequenas?